Meia Maratona de Buenos Aires, por Paty Gaby

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Vou compartilhar com vocês, que estão se preparando para correr os 21k, a sensação fascinante de chegar o grande dia. No último dia 06 de setembro, participei da Meia Maratona de Buenos Aires. Foi minha terceira corrida no exterior, mas sempre parece ser a primeira vez. Foram os treinos de corrida, os exercícios educativos, a musculação específica e os dias de descanso. Sim, descanso é muito importante.

Cheguei a Buenos Aires 2 dias antes da corrida, acreditem cheguei e já fui buscar meu kit.  Quando você coloca o pé na Expo, a ficha começa a cair.  Um local enorme onde os expositores estavam organizadamente distribuídos. A retirada dos números estava ao fundo e ao lado a retirada das camisetas. Eu fiquei umas duas horas passeando pelos stands, olhava tudo, perguntava, participava das pesquisas enfim, adoro tudo isso.

No sábado, já estava tudo pronto, o número colado na camiseta, a meia, o tênis, acessórios e mais uma coisa que pra mim é importante levar nas viagens ao exterior: a bandeira brasileira. Domingo, dia 06 de setembro, acordo bem cedo. A ansiedade me faz ficar acordada, o coração batendo forte, queria chegar na arena da prova em segundos. Mas vamos lá. Calma, calma que tudo dá certo. Bem, café da manhã, suplementos pré prova e lá fui eu. Ainda escuro e com frio, 14 graus marcava a temperatura. Nas ruas só se viam os boêmios em pequeno número mas, muitos corredores, rumando para a mesma direção: Alcorta Y Monroe.

A arena estava lotada. Música, tendas, stands, corredores de vários países, na sua maioria América Latina.  Já na largada, aguardando  o início da prova em 3..2..1.., começamos. Nesse momento a única coisa que eu sinto é o vento frio no rosto. A ansiedade ficou para trás. O percurso é dentro da cidade. É isso que me chama a atenção em corridas no exterior, correr entre prédios, casas, lojas, dá uma sensação diferente, as pessoas nas calçadas, você não se sente nunca sozinho. Hidratação a cada 5 km, isotônico a cada 10km.

Buenos Aires é realmente muito linda. Uma cidade romântica, tranquila, cidade música. Ah sim os portenhos adoram música, cantam até no metrô. Mas isso depois eu falo.  Buenos Aires é para curtir, viver tudo aquilo e deixar que seus pés passem pelos  21 k.  Sem falarmos de política, esquece esse quesito, Buenos Aires é uma cidade muito rica, em beleza, em cultura, momentos que só quem passou ali irá lembrar.

Chegando os 15 k , eu já tirei minha bandeira para ela chegar junto comigo. Chegando os 18k , olhei o relógio e estava chegando as 2 horas de prova. Aí você pensa que pode acelerar e quem sabe, tentar uma loucura, terminar a prova em 2 horas. Cruzei a linha de chegada em 2 horas e 12 min. Foi a primeira vez que fiz um tempo bom numa Meia. Eu deixei o nervoso na linha de chegada e segui o percurso tranquila. Pensei em tantas coisas minhas, pensava na cidade que eu estava. Acho que isso ajudou a esquecer aquela neura de pace, de tempo, tudo aquilo que fazem grandes atletas quebrarem.

Só posso dizer que valeu muito a pena, amei demais. Sempre tem algo especial.

Voltei para o hotel de metrô. Eu estava tão leve, tão comigo mesma.  Na plataforma tinha um cantor com seu violão,  dentro do vagão tinha um violinista. Coisas tão simples, tão “ tranquilizantes”  naquele momento que eu estava simplesmente muito feliz.

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Descanso também é treino – parte 2

Entre os treinos é necessário um período de descanso para seu corpo se recuperar dos desgastes, realizar a supercompensação e também evitar lesões e fraturas.

Treinar antes do corpo completar esse processo prejudica sua performance. O período de descanso é maior quanto maior o volume ou intensidade do treino.

Quando não damos este tempo de descanso, corremos o risco de gerar o efeito chamado, Overtraining, que é a queda de rendimento devido ao excesso de carga.

Neste processo as fibras musculares tendem a ter um rendimento diminuído.

Para evitar a fadiga basta, fazer:

Treinos regenerativos, em que é o treino de baixa intensidade – que tem como finalidade o descanso do metabolismo – coloca o atleta em movimento dentro de uma zona confortável. Por isso, o ideal é intercalar o regenerativo às corridas longas e os treinos de tiro. “Para adquirir continuidade na sua performance sem prejudicar o funcionamento de seu organismo, sugiro que o corredor faça até uma hora de treino regenerativo, como, por exemplo, caminhada, corrida leve e confortável, bicicleta ou natação até 500 mts no dia seguinte após o treino principal. Mesmo se ele correr apenas três vezes por semana deve intercalar a atividade regenerativa”.

Ou intervalos inativos, ou seja sem treino, sem o recrutamento muscular.

Isso deve ser feito tanto no pós prova (pós-competição) e também pós-treino.

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Descanso também é treino

12Correr é uma delícia? É sim!

Correr vicia? Sabemos que sim.

Superar seus próprios limites a cada treino e prova é sensacional? É, mas como tudo nessa vida, tudo o que é demais faz mal. Para tudo é sempre necessário ter um equilíbrio e na corrida não seria diferente, se deixar obcecar poderá te levar para um caminho não tão agradável como no início e digo por experiência e me coloco como exemplo veja no meu post “Corra com amor, com consciência e prudência”. https://correrevencer.wordpress.com/2015/02/25/corra-com-amor-com-consciencia-e-prudencia/

Quem aqui já ouviu falar em descanso também é treino? E é! Principalmente para os atletas amadores que na maioria dos casos, possuem uma rotina bem agitada e sufocante entre trabalho, vida pessoal e corrida, ou seja, é você se desdobrando em vários para se dedicar a várias responsabilidades e compromissos, somando a corrida que serve como terapia para muita gente, se você não dedica nem que seja de um leve descanso/pausa para o seu corpo, ele fica sem tempo de se recuperar de tanta carga.

Quando fazemos inúmeras provas de rua, exigimos muito de nosso corpo, e o desgaste é maior. Nos treinos também, mas não de maneira tão agressiva quanto em circuitos, principalmente para quem se dedica na conquista de RPs, nas provas, geralmente é tudo ou nada, então você se dedicará muito mais do que em um treino.

Se você corre continuamente sem parar todos os dias (reforçando novamente para os atletas amadores que não vivem só de corrida), sem respeitar o descanso que o seu corpo necessita, você poderá infelizmente sofrer problemas no futuro. Lesões ou outros problemas de saúde.

Acredite, por mais delicioso que seja a prática da corrida, a endorfina, o vento na cara, as conquistas em várias provas, se você tirar um dia para descansar dentro de sua planilha de treino não será o fim do mundo, não comprometerá o seu avanço nem os seus treinos.

Outra dica importante é na hora de se dedicar em tantos treinos, foque na qualidade de cada um deles  e não na quantidade.

Portanto, saiba respeitar alguns limites que o seu corpo necessita e muitas vezes lhe pede de maneira silenciosa. Dê a ele um pequeno descanso para que ele possa se recuperar dos estresse de treinamentos e provas, e tenha certeza que após uma breve pausa, você voltará ainda mais forte!

Patricia Gil

Ensaio de corrida com a Di Blazi Fotografia

Eu acho uma delícia registrar momentos importantes. Por meio da fotografia conseguimos eternizar momentos, e quando participo de provas adoro ver as fotos que sai depois, é ótimo ter lembranças de nossas conquistas.

Mas e se você pudesse realizar um ensaio fotográfico de você correndo? E feitas com a maior qualidade, profissionalismo e amor?

O Ricardo Di Blazi, possui a empresa Di Blazi Fotografia, além dele atuar no cenário de casamentos e comemorações, ele também tem uma forte atuação em fotos esportivas (e já foi um grande corredor). Tive a oportunidade de realizar dois ensaios com ele e com a Débora Inácio.

Divulgo porque o trabalho deles é incrível e não custa nada repassar coisa boa. Para quem ficou interessado, visite a fan page dele aqui – https://www.facebook.com/DiBlaziFotografia 

Abaixo deixo algumas fotos para que vocês possam ver a qualidade do trabalho.

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Patricia Gil

Gente como a gente – Samantha Panzini

A Samantha Panzini do blog http://juntosnacorrida.wix.com/home e Instagram @juntosnacorrida veio nos contar como foi a sua experiência na corrida Vênus SP, que aconteceu na semana passada. Corrida feminina que acontece todos os anos e reune milhares de mulheres. Vamos ler o relato da Samantha, e saber como foi essa experiência;)

“Domingo passado participei da minha primeira prova totalmente feminina, a Vênus SP. A princípio, foi um pouco estranho porque em todas as outras (quatro) provas eu participei com o André (afinal, somos o “Juntos Na Corrida“, né?? rsrs), ou seja, retirávamos o kit juntos, curtíamos o kit juntos, e a noite deixávamos tudo preparado. Tirávamos a foto básica dos itens da corrida juntos e, dessa vez, era só o meu kit e minha preparação…rsrs…mas durante todo o tempo, na retirada do kit, no day care e na corrida ele estava sempre ao meu lado, me dando o apoio de sempre! Amoooo!

Mas vamos falar da prova…rs…fomos retirar o kit no sábado, durante o Day Care realizado no Jockey Club de São Paulo, e foi uma grata surpresa! Eu sabia que teriam vários mimos para as participantes, mas achei que seriam filas intermináveis e que acabaria não aproveitando nada (não tenho muita paciência para ficar em filas!!), mas que nada!! Foi super rápido para retirar o kit e logo comecei a aproveitar (quase) tudo! Fiz massagem, passei umas três vezes pela crioterapia (no calor dos infernos que estava no dia aquelas mantas geladinhas eram o paraíso!!), fiz a tatuagem de mentirinha, bioimpedância, acupuntura auricular e, como nenhuma mulher resiste, ainda fiz umas comprinhas de umas meias muito legais da Star Socks. Nem sei quantas horas ficamos lá, o André teve uma paciência de Jó coitado…

Chegou o domingo, dia da corrida, mulher pra todo lado, acho que nunca vi tanta mulher junta! Até procurei as meninas que “conheço” do Instagram mas infelizmente não encontrei ninguém…snif… Como não tenho nenhuma amiga corredora fui correr sozinha e antes da largada o André foi me acompanhando pelo lado de fora fazendo a vez de fotógrafo particular e até fez um vídeo muito legal da minha largada. Apesar de ser cedo o sol já estava castigando e era, também, a primeira vez que correria no calor. Não foi fácil, do deserto só faltou mesmo a areia, a garganta secava, o suor escorria e as pernas pareciam mais pesadas. A quantidade de inscrições foi bem grande e ficava um pouco difícil de acelerar na corrida e, apesar do percurso ser praticamente plano, meu tempo não foi grandes coisas…e olha que corri só os 5k! Admiro e parabenizo as guerreiras que fizeram os 10k e 15k !!

Valeu a experiência! Achei que o diferencial mesmo foi o Day Care, que nas corridas mistas normalmente não tem e, claro, o kit que tinha a opção com saínha. Acho que para quem tem uma turminha de amigas que corre deve ser mais divertida uma corrida feminina. Já estou querendo muito participar da WRun ano que vem, mas por enquanto é mais pelo kit mesmo porque fiquei apaixonada…hehehe…e aí? Alguém me acompanha??
samantha
Patricia Gil

Aplicativos de corrida – parte 2

E hoje vamos a segunda parte do post “Aplicativos de corrida” (parte 1 veja aqui), escrito pela Camila Paizan Antoniol.

Como bem falado anteriormente pela Patita, a procura por corrida como forma de atividade física tem aumentado cada vez mais e com ela aumenta a visão e a necessidade tecnológica para nos ajudar nesta atividade.

Além do uso de frequencímetro, é comum o uso de aplicativos de celulares que nos ajudam mostrando principalmente o GPS (isto é, o caminho e o tanto de distância percorrida), mostra-se o tempo total e por quilometragem (ou pace), treino, o tanto de calorias que está perdendo e ainda outras infinidades de atributos que também poderão mudar de acordo com o aplicativo escolhido.

Existem situações em que se deve ter atenção e eu vou listá-los;

  • No GPS é importante saber que muitos quando a pessoa está em uma área muito coberta (de baixo de alguma marquise ou túnel) o sinal pode ficar fraco, podendo não passar 100% de verdade.
  • Tanto de calorias gastadas na atividade física; isso é muito relativo, pois cada pessoa reage de jeitos diferentes a cada estímulos e então não se deve acreditar piamente.
  • No caso dos aplicativos em que te fornecem o treino, é sempre necessário que se informe com um educador físico sobre o melhor tipo de treino, para não correr o risco de desenvolver lesões.

Eu pessoalmente utilizo o Runtastic em que é muito bom tem como vincular com o tocador de músicas e tem como você colocar a sua planilha de treino a única parte chata deste aplicativo é que muitos itens são pagos e acaba não sendo tão vantajoso.

runtastic

 

Além desse aplicativo ainda existe dois em especial que são os mais usados no meio da corrida:

  • Nike Running: Em que além dessas ferramentas já citadas, permite que o usuário faça competições com amigos ou com outros usuários do aplicativo.

nikeplus

 

  • Runkeeper: Tem a possibilidade de você colocar áudios de pessoas te motivando.

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Esses 3 são os aplicativos mais utilizados e agora que você já sabe das recomendações, basta só você pegar o melhor treino com seu treinador, o tênis mais correto e o aplicativo de sua confiança e começar a treinar.

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Aplicativos de corrida

IMG_3610Quando começamos a correr é natural surgir dúvidas como: pace? O que é pace? Qual o meu ritmo? Quanto tempo levo para correr cada km? Como sei quantos KMs eu corri?

Existem frequencímetros que te entregam todos estes dados, porém nem todos conseguem investir em um valor tão alto em acessórios assim. Daí, eis que surgem inúmeros aplicativos gratuitos para celulares e que são uma mão na roda!

Abaixo segue uma breve lista que pode te ajudar nesta tarefa:

– Runkeeper – Eu nunca usei, mas já vi muitos amigos corredores elogiando bastante.

– Running Pace – baixei ele recentemente, ele é excelente para planejamento. Para quem busca um pace mais rápido, vale a pena baixar. É só colocar a distância e o tempo que você pretende alcançar que ele vai detalhar seu pace e tempo para cada km.

– Strava – ele serve tanto para corrida como para bike. Eu só utilizo nas minhas pedaladas.

– Nike Running – Esse app, eu sou suspeita em falar, pois desde que comecei a correr, é ele que me ajuda desde então. Tem corredores que não gostam e nem confiam nele, pois comentam que os dados apresentados em cada corrida não são assertivos e que ele costuma passar um pace mais rápido do que é na realidade, eu não tenho do que reclamar ou discordar, pois todos os detalhes que recebi de cada treino feito em esteira ou na rua coincidiram exatamente com os dados que recebi dos circuitos de rua que participei.
O que eu acho bem bacana, é a possibilidade de participar de desafios entre amigos ou com amigos de amigos neste app, correndo a pódio de 1, 2 e 3 lugar, uma ótima maneira de incentivar a prática de exercícios e isso é muito bom para quem tá começando, mas claro, o espírito esportivo é essencial nesta gincana. Não sei dizer se estes desafios acontecem também nos outros aplicativos, mas se for uma exclusividade só do Nike Running, então fica aí mais um motivo para você baixá-lo.
Outro ponto legal que curto nele são as planilhas de treinamento que você pode personalizar por distâncias (5k, 10k, 21k e 42k), colocando qual é o seu grau (iniciante, intermediário ou avançado) e depois é só seguir toda a planilha de treinos.
Acho que já ficou bem claro que eu sou fã de carteirinha deste app, rs. Como eu não tenho condições de usar um garmin, e o meu frequencímetro é o mais simples, o aplicativo é indispensável nos meus treinos.

Se você usa outro aplicativo e acha ele mara, deixe suas dicas aqui nos comentários, é sempre muito bom descobrir coisas novas.

E no próximo post, você verá nossa colunista Camila Paizan Antoniol falando um pouco mais sobre esse tema com a visão dela como profissional de Educação Física.

Patricia Gil

Gente como a gente – André Neves

Teremos uma nova coluna aqui no Blog Correr e Vencer, “Gente como a gente” – Você tem alguma história de superação junto com a corrida? Então envie para correrevencer@gmail.com.

E para estrear este novo espaço, convidei o André Neves, ele tem 36 anos, é Administrador de empresas, especializado em RH e seu Instagram é @andre_n_andrade, lá você se inspirará com os seus posts de treinos. 

Conheçam a história dele e inspirem-se ^^

andre neves“Minha história não é tão bonita, afinal de contas, a vida é como a rosa, dotada de beleza mas também de espinhos. Sou paulistano, da Zona Leste. Tenho 36 anos, destes apenas os 8 primeiros vividos na capital.

Foi em São Paulo que minha paixão por esporte começou, já na primeira infância.

Morador do Tatuapé, frequentava o Sport Club Corinthians toda semana, para prática de judô e natação. A paixão por futebol foi crescendo e, como todo menino de 5 ou 6 anos, também o desejo de se tornar um jogador no futuro.

Porém, em 1987 esse sonho ficou distante pois me mudei para o interior com minha família.

A prática de esporte continuou, claro, na escola e aos fins de semana. Nos anos 80 e 90 ainda não existia smartphones, tablets, TV a cabo, internet, enfim toda essa tecnologia que atualmente prendem as crianças e adolescentes em casa.

Foi na escola que descobri que tinha porte e chance no atletismo, quando uma vez fiz 100 metros em menos de 11 segundos.

Eu sempre fui magro. Durante 10 anos (dos 15 aos 25) pesei 58kg. Meu problema até então não era emagrecer. Tinha o hábito de andar muito, fazer tudo a pé . Inclusive quando eu perdia o ônibus da escola, ia ou voltava os 3km de distância em relação a minha casa andando. Muitos desses quilômetros foram no calor e na terra batida (depois de alguns anos asfalto).

Acho que isso foi o início de tudo. O treinamento, mesmo que inconscientemente, ficou registrado no meu cérebro e foi assimilado pelo meu corpo. Tanto que conservo este hábito até hoje.

Quando eu vi Forrest Gump pela primeira vez (1995) fiquei pensando: Quem sairia pra correr de repente sem parar? Só um maluco! Confesso, fiquei com vontade de fazer aquela loucura. Cheguei até a fazer o mesmo corte de cabelo do personagem pra ver se surgia inspiração. Porém, o vício pelo futebol me impedia e me afastava de outras práticas esportivas.

A corrida entrou na minha vida pra valer mesmo em 2014, após alguns anos de sedentarismo. Nem tanto por desejo ou prazer, muito mais por necessidade. Tive problemas de saúde como sobrepeso, colesterol, baixa auto-estima, síndrome do pânico e depressão.

O primeiro estalo de que eu tinha que fazer alguma coisa, algo diferente, motivador, veio logo após eu sofrer um grave acidente automobilístico, ainda quando eu morava no nordeste, em outubro de 2011.

Engraçado né, só percebi que a vida tinha muito mais a me oferecer após quase perdê-la. Porém, a decisão de mudar meu estilo de vida pra valer começou em uma viagem que fiz ao Peru, em outubro de 2013. Foi lá, em Machu Picchu, com dificuldades já impostas pela altitude, que sofri para subir escadas e as montanhas. Mesmo com 1,90 de altura, era notório que meus quase 100 kg estavam mal distribuídos pelo corpo. A partir daquele dia, resolvi cortar algumas coisas como doces, frituras e refrigerantes. E aumentar o consumo de carne branca, legumes e verduras.

Após a reeducação alimentar, me senti mais disposto e desafiado pelo meu próprio corpo, mais leve, a desempenhar algo também importante: a atividade física.

Aquelas caminhadas de 3km voltaram a fazer parte da minha rotina diária em abril. Estava preparando meu corpo para o futuro.

Em setembro de 2014, cinco meses depois e 10 kg a menos, fiz minha primeira prova: Corrida Integração 6km em Campinas, prova tradicional do interior, organizada pela EPTV Globo. Fui com a cara e a coragem, sozinho, sem amigos, sem treinador, sem saber como era. A única vantagem que eu tinha era conhecer o local do percurso.

Apesar do frio na barriga, tudo saiu como eu queria e consegui cruzar a linha de chegada. Cheguei em casa empolgado e logo já fui atrás do calendário para me inscrever para os próximos eventos.

Ainda eufórico, fui sozinho correr mais uma prova no mês seguinte, mesmo local e terminando com a surpreendente 3ª colocação na faixa etária!

Com apenas 3 meses, eu já estava pulando para 10km, correndo pelas ruas de São Paulo, desta vez com mais emoção por estar na minha cidade natal. Lá senti o verdadeiro clima da corrida, inclusive desvirtualizei amigos que havia conhecido nas redes sociais.

O maior desafio de 2015 seria a primeira corrida fora do estado. Uma viagem para o Rio de Janeiro estava programada desde o início do ano. Era um prêmio que eu resolvi dar a mim mesmo pelo ótimo ano que eu tive.

No sábado pela manhã, ao ir buscar meu kit da corrida, descobri que meu pagamento não tinha sido efetuado. Ao invés de ficar triste, falei a verdade. Que estava participando de muitas provas esse mês e que provavelmente havia esquecido de pagar o boleto. Também falei que eu era de longe, de outro estado, e que tinha como comprovar que havia viajado de Campinas ao Rio.

Além disso, que havia trabalhado durante 14 anos na empresa que promove e patrocina o evento (Bradesco) e que colaborava com a divulgação desta e de outras ações. Por ter sido sincero e honesto, ganhei o direito de participar da prova.

Porém, horas depois, minha namorada e eu fomos roubados na praia e tivemos pertences como celular, dinheiro e documentos levados. Perdemos parte do passeio na delegacia…

Mesmo assim, continuei minha jornada. Visitei o Cristo Redentor, subindo degrau por degrau.

Agradeci por estar com saúde e feliz durante todo o ano. Perto do anoitecer, relaxei na piscina e na sauna.

E, no domingo pela manhã, acordei com disposição e confiança para fazer minha melhor corrida até então. (O meu Recorde nos 5km feito nessa prova ainda permanece em pé).

Viria um desafio maior… Bem que me disseram que corredor é tudo maluco. No mesmo mês, eu fiz 4 provas consecutivas. E naquela euforia, fiz minha inscrição para a Meia Maratona Internacional de São Paulo, que seria realizada em março de 2015.

Como pode? Eu nunca tinha treinado e corrido distância superior à 10km. E teria ‘apenas’ 6 meses como corredor. Como ‘agravante’, estava com viagem marcada para Nova Iorque, onde eu ficaria até o final de fevereiro.

Imagina só, um brasileiro naquele inverno que prometia ser rigoroso (e foi!) e regressando uma semana antes da prova!?

Passar uma pequena temporada fora do seu país, convivendo com outra cultura, com diferenças na gastronomia e no clima.

Isto tudo poderia interferir no resultado caso não fosse tudo muito bem planejado. A alimentação era muito diferente, até porque o inverno norte americano exige que você consuma certos alimentos para acúmulo de gordura e manutenção da temperatura do corpo. Quanto a isso não tive problema.

O problema mesmo foi treinar. Foi correr. Me recusei a ir pra treinamento indoor, pois a esteira não simula em nada os imprevistos de uma prova, como buracos, piso irregular, alternâncias de trajeto, subidas, chuva, frio, etc.

E foi graças a coragem de ir correr 10km no Central Park abaixo de -7ºC que eu consegui no dia 01/03 completar a minha primeira meia maratona em 1h56.

Foi preciso muita disciplina para manter não só o peso (na casa dos 70kg) mas também o foco.

Sinto que meu rendimento melhora a cada dia. Inclusive a corrida me ajudou a controlar questões comportamentais como impaciência e ansiedade.

Não foi fácil ficar meses sem competir, devido à viagem e depois graças à uma contusão no joelho direito. Mas a corrida nos leva à outro mundo, outra dimensão. Faz com que conheçamos nossos verdadeiros limites.

É uma grande terapia, além de uma grande ferramenta de autoconhecimento!

Seu corpo e sua mente nunca mais serão os mesmos depois da corrida! Se quiser comprovar, vem comigo!!!”

Viu como a corrida é algo maravilhoso? Que tal iniciar o quanto antes esse esporte maravilhoso ^^
Corra atrás de seus objetivos, de suas metas, de seus sonhos e faça acontecer! #correrevencer.
Patricia Gil

Uma experiência sem igual – Chi Chi Chi Le Le Le!

Estreia da colunista Paty Gaby aqui no Blog. Ela nos contará como foi sua experiência nos 21k do Chile em Abril deste ano.
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A escolha de fazer uma Meia Maratona em Santiago do Chile veio por acaso. Eu queria fazer uma prova no exterior, em um local diferente do convencional. Quando comecei a ler sobre a Maratona de Santiago e sobre a cidade, parecia ser um evento grandioso e a paisagem era maravilhosa.

Me interessei de imediato e pronto, decidi: “é pra lá que eu vou correr”.

Chegou o  dia da viagem e o diferencial já começa quando você atravessa a Cordilheira dos Andes. Você se sente em algum lugar muito distante, mas são apenas poucas horas de vôo de São Paulo.

Realmente a cidade “ vive” o evento. A Maratona é o assunto de todos, e em todos os lugares. Eu achei até mais do que jogo de futebol. Cartazes estavam estampados pela cidade desde o aeroporto, e quando fui retirar o kit na Expo Running haviam vários stands que participavam com suas marcas. 

No dia da prova, ainda com o céu escuro, lá fui eu pra arena dos 21k do evento. As arenas eram separadas para cada distância e foi nesse momento que o coração começou a bater forte. Eu estava no meio de uma grande festa e tudo isso mexe muito comigo. Mesmo estando longe de casa, sozinha “ fisicamente”, recebi várias mensagens de apoio, pois muitos torciam por mim a 3300km de distância, e eu estava muito, mas muito feliz, pronta para a largada e desligada do mundo.

Os pórticos de largada eram separados para cada distância, mas na contagem regressiva, estavam todos juntos, e mesmo sendo de outras nacionalidades gritavam o famoso: Chi Chi Chi, Le Le Le, Viva Chile!  Afinal, estávamos no Chile.  Só estando lá para sentir tudo isso. Inesquecível!

A maior parte do percurso realizou-se numa grande área residencial, onde famílias inteiras estavam sentadas na calçada, com bandeiras do Chile, apitos e faixas saudando os atletas que passavam. Aquelas famílias haviam acordado cedo, eram crianças pequenas, idosos que deixaram suas casas para dizer um “ fuerza” a todos. Achei isso tão bonito, nunca tinha visto igual. Não saudavam apenas os chilenos, chamavam a todos, ele estavam realmente “ vivendo” o evento.

A cada 8km tinha uma banda de música, e os atletas que foram até lá estavam levando a corrida muito a serio mesmo. Daí vai chegando aquele momento que você não sabe se ri, se chora ou então a voz nem sai, os últimos 5k. Nesse momento eu peguei  a minha bandeira do Brasil, que estava enrolada na minha cintura, e coloquei nas costas com muito orgulho de usá-la.  Ai só o pórtico de chegada na frente, para cruzar com muita felicidade e muito mas muito feliz por ter terminado a prova.

Difícil descrever o que estava sentindo. Treinar, treinar e conseguir chegar ali.  Uma coisa eu tenho certeza. Voltarei a Santiago do Chile para fazer os 42K.

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Cada KM Conta!

Ajudar o próximo é maravilhoso e correr é uma delícia, e as duas coisas juntas? Aí não há nada para botar defeito.

Para unir o útil ao agradável, no próximo dia 30 os atletas mais rápidos do mundo irão competir a final do Campeonato Mundial de Atletismo, e para celebrar este dia a Nike se uniu com o Marathon Kids, a Shanghai Charity Foundation e o Projeto Vida Corrida lançando a campanha #cadakmconta.

Como funcionará? A Nike doará um dólar por cada km percorrido para as 3 ONGs sem fins lucrativos. A Projeto Vida Corrida  fica no Capão Redondo e é da queridíssima Neide, saiba mais.

Para que isso aconteça é muito simples, só baixar o aplicativo Nike Plus (ele é gratuito) no seu celular, criar sua conta, convidar os amigos e treinar. Eu utilizo ele desde que comecei a correr e sou suspeita pra falar dele, pois já me ajudou muito em evolução e acompanhamento nos meus treinos.

Para quem não conhece o aplicativo, ele te possibilita criar desafios convidando amigos para disputar pódios e trófeus. Então, que tal inspirar, ajudar e convidar os amigos loucos por corrida? Não se esqueça também de utilizar em seus treinos a hashtag #cadakmconta.  Juntos por uma boa causa, pois juntos somos mais fortes!

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Patricia Gil